quarta-feira, 19 de maio de 2010

lembras-te de mim ?

Ia no carro , a musica ia alta e entrava-me na cabeça sem pedir autorização e de uma forma abundante. Não dava para pensar em nada , muito menos lembrar de ti, o que me acontecia regularmente. Naquele dia consegui não pensar. Foi bom, há uns 3 dias que aquela imagem não saia da minha cabeça, o choro é tanto que as lágrimas tinham secado, deixaram de existir, mas a saudade não passava, a falta de algo que completava estava lá. Sentia que éramos dois estranhos que já nos tínhamos amado e que o destino se encarregara de separar.

Passaram dias, semanas, meses... E passou, aquele sentimento evasivo passou, agora limito-me a olha para trás e lembrar-me de tudo, com um sorriso, já não tão forte, mas um sorriso sentido. E tu , recordas-te de mim ? Recordas-te do momento ? É difícil acreditar que sim. Tu seguiste de uma maneira tão fugaz que deixei de sentir qualquer tipo de presença, magoou.

Mas os dias passaram, e foi o melhor, se quiseres sabes onde me encontrar, não saiu muito do meu canto, permaneço muito no meu lugar.


Lembro-me de ti quando vejo uma fotografia, quando ouço uma musica.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Noite

Era noite cerrada, dois corpos despidos pairavam pela rua. Estava frio e chovia a sério, como se de uma tempestade se tratasse. Entraram à pressa num café e pediram uma chávena de chocolate quente, para que pudessem aquecer pelo menos o estômago daqueles corpos gelados e molhados pela chuva. Não saciaram a vontade de se sentirem quentes, mas estavam juntos, o que os deixava infinitamente bem.
Naquela noite permaneceram aconchegados um no outro, como duas estátuas entrelaçadas que o destino uniu.
A noite passou, a chuva acalmou e os corpos aqueceram. Era manhã.