Era noite cerrada, dois corpos despidos pairavam pela rua. Estava frio e chovia a sério, como se de uma tempestade se tratasse. Entraram à pressa num café e pediram uma chávena de chocolate quente, para que pudessem aquecer pelo menos o estômago daqueles corpos gelados e molhados pela chuva. Não saciaram a vontade de se sentirem quentes, mas estavam juntos, o que os deixava infinitamente bem.
Naquela noite permaneceram aconchegados um no outro, como duas estátuas entrelaçadas que o destino uniu.
A noite passou, a chuva acalmou e os corpos aqueceram. Era manhã.
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